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Mal do século

Suicídios crescem 58% e especialistas fazem alerta

Foram registrados pelo DHPP, 19 casos, sendo nove vítimas somente no mês de abril um crescimento de 58% dos casos

04/05/2015

Web

Suicídios crescem 58% e especialistas fazem alerta

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) registrou 19 casos, sendo nove vítimas somente no mês de abril. Do total, oito pessoas sofriam de depressão e não suportaram continuar vivendo. No mesmo período do ano passado, 12 pessoas suicidaram e sete delas tiveram a depressão apontada como causa. Os dados apontam para um crescimento de 58% dos casos nos primeiros quatro meses deste ano. Durante todo o ano de 2014, foram 39 casos e 30 vítimas eram depressivas.


As outras causas são relacionadas ao uso de drogas, álcool e passional. O último Mapa da Violência divulgado em 2014 apontou um crescimento de 20,9% no número de suicídios em dez anos em Mato Grosso. O cenário se repete em todo o país, onde entre 2002 e 2012 o aumento foi de 33,6%.

Psicóloga analítica familiar, Ireniza Canavarros de Arruda pontua que depressão não é sinônimo de suicídio. O ato de atentar contra a própria vida é o mais extremo da doença, que pode ser provocada por fatores internos e externos.

A depressão pode ser hereditária, ou fruto de uma falta de estrutura pessoal, que é reflexo da forma como foi educada e acolhida no seio familiar. Normalmente, quem entra em depressão não teve estrutura para suportar as adversidades da vida e superar obstáculos. A falta de condições para enfrentar as frustrações concorre para o aparecimento da doença, que pode se manifestar em qualquer idade, mas costuma ser mais comum aparecer na adolescência, um período de transição hormonal, mudanças físicas e naturalmente mais complicado.

Para a especialista, a família é o fator principal na vida do indivíduo. É por meio da educação e amparo dos pais que as pessoas formam o psicológico, daí a importância da presença e participação na vida dos filhos. “Mas hoje vivemos uma crise familiar e isso reflete na sociedade. O que aprendemos em casa levamos para o social e atualmente a nossa sociedade é doente, cheia de conflitos, problemas”.

Ireniza explica que cada um de nós somos formados por corpo, mente e espírito e precisamos encontrar equilíbrio nesses três fatores para ter uma vida tranquila, saudável e encontrar a paz interior. “Atualmente, as pessoas querem ter e esquecem o ser. Isso tem que ser construído na infância. Qual a necessidade de encher as crianças de presentes? Os pais tentam compensar ausência com isso e não é o adequado”.

Ficar triste é normal e faz parte dos sentimentos humanos, mas uma hora esse estado passa. Nos depressivos, a apatia é confundida com uma tristeza que não passa, a vida não tem sentido, nada mais agrada. Outros sintomas comuns são insônia, aflição, medo das pessoas, acorda com dificuldade, não consegue se recuperar dos impactos da vida. É raro o depressivo não apresentar sinais da doença para amigos e familiares.

A psicóloga frisa a importância de dar atenção à própria dor e a dos outros também. É preciso conversar sobre os sentimentos, sobre as dificuldades e ficar atento se as pessoas ao seu redor, de alguma forma, pedem ajuda. No caso da depressão, o tratamento com um médico e psicólogo é importante para tratar essa dor emocional. A terapia psicológica orientada oferece ferramentas para que o quadro mude e a pessoa se restabeleça. Quando necessário, o paciente faz uso de medicamento, associado às conversas com o psicólogo. A compreensão de quem ouve, a atenção dedicada ao que está passando pela dificuldade são importantes. A especialista destaca que é muito difícil para a família quando um ente apresenta a doença, mas é preciso unir forças para dissolver esse problema.

O ato de falar sobre o sentimento é fundamental para ajudar na cura, comenta Ireniza. “As vezes é uma coisa simples e fica guardando não trata e sofre muito com isso”. E essa disposição para ouvir sem interferir, sem julgar e criticar também é defendida por Izaura Titon, voluntária e coordenadora regional do Centro de Valorização a Vida (CVV). “O CVV tem linha aberta para ouvir a todos que quiserem falar. O falar alivia, quando a pessoa tem a oportunidade de por para fora o que sente, ela mesma começa a analisar os fatos de outra maneira, muda o olhar sobre o problema dela”.

O “falar” defendido pela coordenadora é ainda mais amplo. Pontua a importância do debate sobre o tema como forma de esclarecer a todos sobre o problema. “Existe muito receio de falar sobre suicídio, mas precisamos conversar sobre isso. É uma forma de evitar que isso ocorra. Temos que identificar o problema em nós, no outro e buscar ajuda”.

O CVV é um canal aberto de comunicação e quem liga não precisa se identificar. Por mês, recebe entre 400 e 450 ligações, um número considerado baixo frente ao crescente número de casos de depressão e suicídios. “Já recebemos ligações de pessoas anunciando que iam se matar. Algumas sabemos que desistiram, outras não temos como saber porque nem todos se identificam quando entram em contato”.

Izaura relata que o suicida não quer acabar com a vida, quer encerrar a dor que sente e vê somente a morte como solução. “Não precisa ser assim, não existe problema que não possa ser resolvido de outra forma. Muitos precisam de tratamento médico e psicológico, mas tudo tem uma saída. O que não podemos é deixar o problema se instalar e crescer”. Para entrar em contato com o CVV basta ligar 141, ou buscar o atendimento presencial na avenida Comandante Costa, 296. (As informações são de Raquel Ferreira, repórter do jornal A Gazeta).

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